sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Delírio




" A tristeza me apunhalou ao encontar-me desatenta e guardou-me a sete chaves. Penetrei em todos meus buracos interiores, desvendei meu universo vazio, cavei minha morte. Dormi em seus braços, recebi teu veneno, desfrutei da dor, uma fruta amarga e ácida. Sonhei a realidade por diversas noites. Em uma delas, notei um sorriso tímido do meu coração. Acordei nos braços do amor, coberta de seda e rosas vermelhas que exalavam o perfume de uma das mulheres que em mim habitam. A senhora Santa Ilusão lançava sobre meu corpo gotas de paixão, e, ao fundo, tocava-se a arpa da solidão. Delírio maldito, nem dor nem amor me faz feliz..."

Pariram



Dei as mãos a tristeza

Caminhei ao lado da solidão

Mergulhei no vasio

Acompanhada das lágrimas que meus olhos pariram


Pariram mágoas

Pariram ilusões

Pariram escamas de ferro que cortavam-me a cada retomada de fôlego


Meu destino?

O poço da desilusão

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Salto das sombras


Compomos alegrias
Tocamos notas vazias
Cantamos ilusões

Geradas pela dor
Guiadas pelo prazer
Trilha sonora da emoção

Nosso submundo um infinito esconderijo
Venenosas melodias
Vozes de veludo

Almas cintilantes

Bandidas do amor

Cantam,beijam

Entrelaçam-se na cadência da noite


Os segundos tornam-se eternidade

Explodem sorrisos vadios

Doces gargalhadas vazam pelo ar

O silêncio do tempo nos beija






terça-feira, 18 de setembro de 2007


Diga-me quantas habitam em mim

Mulheres, feras, amantes

Vozes, surrurros

Silênciosos seres inconstantes


Fazes de mim ornamento de tua emoção

Devore-me no pulso da valsa

Enlaçe-me no caus incompreendido


Almas minhas

Destinadas a amar

A viver no eterno abismo da dor





Lux Aeterna

Guie meus caminhos sonolentos

Minhas íntimas descrenças

Meu mundo imaginári

Minha fulga

Guie-me ao encontro de diversos sorrisos

Ao mergulho no abraço amigo

A momentos inesquecíveis

Lux Aeterna

Cubra-me com pétalas de amor

Molhe-me de desejos insaciáveis

Beije-me ao cair o véu da noite

quarta-feira, 12 de setembro de 2007


Espinhos de solidão

Perfuram minha pele

Rasgam-me do avesso

Banho-me com sangue de ilusões


As pétalas da rosa

Acariciam meu ventre

Espalham o sangramento

No rítimo da dor