quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Calma alma minha
Tuas lágirmas regam meu vazio
Jardim de mortalhas

Calma alma minha
Não algeme nossa alegria
Não congele nossa fantasia

Somos um só corpo

Um só sopro

Um só choro



Desaperte meu coração

Deixe-o chorar as mágoas

Relíquias da tristeza

















Te afastas de mim solidão
Liberte-se de meu ventre
Que este já não pulsa mais

Deixe- me assim
Sem nada sem fim sem ti
Sem eu!

O vazio me fará companhia

domingo, 2 de dezembro de 2007

Luto do amor




Desejo embebedar-me de amor
Perder-me na valsa da loucura
Vagar em vão no vasio da paixão

Pertercer a mim mesma
Cavar-me a superfície
Me alimetar do suor do desejo

Em procissões de loucura
Em rezas de prazer
Coberta pelo luto de tanto amar

Entrego-me ao meu devorar
Exploro meu íntimo

Devasto meu utero

Penetro
Penetro
Penetro

Rasgar, abrir, entrar
Levitar sobre meu corpo
Amadiçoo-me com cálices de paixão
E gotas sangrentas de tesão

Flutuo nas ondas de um violino
A desaguar sobre meu ventre
Embebedo-me desta solidão




sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Delírio




" A tristeza me apunhalou ao encontar-me desatenta e guardou-me a sete chaves. Penetrei em todos meus buracos interiores, desvendei meu universo vazio, cavei minha morte. Dormi em seus braços, recebi teu veneno, desfrutei da dor, uma fruta amarga e ácida. Sonhei a realidade por diversas noites. Em uma delas, notei um sorriso tímido do meu coração. Acordei nos braços do amor, coberta de seda e rosas vermelhas que exalavam o perfume de uma das mulheres que em mim habitam. A senhora Santa Ilusão lançava sobre meu corpo gotas de paixão, e, ao fundo, tocava-se a arpa da solidão. Delírio maldito, nem dor nem amor me faz feliz..."

Pariram



Dei as mãos a tristeza

Caminhei ao lado da solidão

Mergulhei no vasio

Acompanhada das lágrimas que meus olhos pariram


Pariram mágoas

Pariram ilusões

Pariram escamas de ferro que cortavam-me a cada retomada de fôlego


Meu destino?

O poço da desilusão

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Salto das sombras


Compomos alegrias
Tocamos notas vazias
Cantamos ilusões

Geradas pela dor
Guiadas pelo prazer
Trilha sonora da emoção

Nosso submundo um infinito esconderijo
Venenosas melodias
Vozes de veludo

Almas cintilantes

Bandidas do amor

Cantam,beijam

Entrelaçam-se na cadência da noite


Os segundos tornam-se eternidade

Explodem sorrisos vadios

Doces gargalhadas vazam pelo ar

O silêncio do tempo nos beija